quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

A beleza ao longo de 100 anos

          Vi no site da Revista Marie Claire um vídeo que demonstra em 1 minuto a evolução da beleza feminina ao longo dos últimos 100 anos. Achei o máximo!



           Meu cabelo é uma mistura dos anos 2010 e 1970 e a atitude meio anos 1960!!!

           E o seu?

Igualdade de gêneros

            Essa semana algumas pessoas me perguntaram o motivo de eu ser uma defensora tão assídua dos direitos femininos e também da igualdade de gêneros. Ser sucinta nessa explicação não é uma tarefa simples, porque não se trata apenas de uma briga entre homens e mulheres, como seria de se supor num primeiro momento, é um tema muito mais complexo e que envolve a compreensão de alguns dados históricos, políticos, sociais e econômicos, apenas para citar alguns.

Então eu me dei conta que a minha dificuldade de transformar minhas convicções em palavras também poderia ser um reflexo da falta de voz de outras mulheres. Pessoas, que assim como eu, precisam conviver em uma sociedade ainda muito condicionada ao pensamento machista e que desejam mudar essa história. Mulheres que não querem se masculinizar, apenas querem ter o mesmo respeito, igualdade de direitos e oportunidades.

Mas afinal de contas, o que são gêneros? Achei interessante a explicação contida no Caderno Prático Cáritas Portuguesa, como segue abaixo:

O 1º passo para uma melhor compreensão e interiorização do conceito de Igualdade de Gênero consiste desde logo em efetuar uma distinção entre Sexo e Gênero. Assim sendo:



O conceito de Sexo pertence ao domínio da biologia e traduz o conjunto de  características biológicas e fisiológicas que distinguem os homens e as mulheres.

Por oposição, o conceito de Gênero é um conceito social que remete para as diferenças existentes entre homens e mulheres, diferenças essas não de caráter biológico, mas resultantes do processo de socialização.

O conceito de gênero descreve assim o conjunto de qualidades e de comportamentos.

            Entendido o que é gênero, vamos ao conceito de igualdade. Porém, para buscar uma igualdade é necessário que primeiro a gente se dê conta de que existe uma diferença e que isso gera a desigualdade. Pesquisando sobre o tema, me deparei com o texto intitulado “Diferenças sociais de classe e conflitualidade social”, de Elísio Estanque, do Centro de Estudos Sociais na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, onde ele cita:

Um aspecto que distingue as noções de “desigualdade” e “diferença” é que a primeira corresponde a diferenças não desejadas (Therborn, 2006). Como referiu um prestigiado sociólogo português “devemos reivindicar a diferença sempre que a igualdade é opressora e devemos reivindicar a igualdade sempre que a desigualdade é exploradora ou excludente” (Santos, 2006). A diferença pode ser étnica, de gênero, de religião de nacionalidade, de cultura, etc., mas a desigualdade aponta para estruturas mais profundas de interdependência, o que nos obriga a ter presente o conceito de “classe social”. Acresce que este, tem por trás de si toda uma história, que, evidentemente, não pode ser ignorada.
           
Avaliando a história da humanidade, percebemos que há um contexto de diferenças que marcaram a vida das mulheres ao longo do tempo. Dependendo da civilização e período de tempo, fomos consideradas de deusas até seres isentos de alma e pensamento. Em alguns momentos o gênero feminino era visto como mero objeto. Resquícios deste último pensamento ainda estão enraizados na sociedade da atualidade. Embora muito tenha sido feito par desvincular a imagem da mulher como ser desprovido de capacidades, principalmente intelectuais, e evoluído desde então, infelizmente ainda hoje as mulheres precisam se auto-afirmar na sociedade, trabalhando mais,  estudando mais e acumulando cada vez mais funções,muitas vezes, sem as recompensas e reconhecimentos devidos. Configura-se a situação de desigualdade, ainda vivemos em um mundo onde as mulheres são expostas a situações de exploração e exclusão.

Em 1975, a ONU instituiu o Ano Internacional da Mulher, estabelecendo a Década da Mulher de 1976 a 1986, período em que ocorreram 4 conferências mundiais México/1975, Copenhague/1980 e Nairóbi/1985. Foram os primeiros passos para que chegássemos a conscientização da importância da mulher na sociedade e fossem detalhadas exatamente os direitos e medidas que os líderes mundiais tomariam para que finalmente a igualdade de gêneros possa enfim firmar-se.

Nesse mesmo ano, a Aliança Cooperativa Internacional - ACI, criada no ano de 1895 para representar mundialmente o cooperativismo, divulgar sua doutrina e preservar seus valores e princípios, criou o Programa de Ação Regional para as Mulheres da América Latina e do Caribe, com oito áreas estratégicas:

• Equidade de Gênero.
• Desenvolvimento econômico e social, levando em consideração a participação eqüitativa das mulheres nas decisões, nas responsabilidades e nos benefícios do desenvolvimento.
• Eliminação da pobreza.
• Igualdade de participação das mulheres nas tomadas de decisões, no poder, na vida privada e pública.
• Direitos humanos, paz e violência.
• Divisão de responsabilidades familiares; reconhecimento da pluralidade cultural da região.
• Apoio e cooperação internacional.
• Acompanhamento efetivo por parte das organizações e instituições.

            Passado tanto tempo, fica então uma pergunta, porque após todas essas medidas e esforços para garantir a igualdade de gêneros, ainda é preciso debater o assunto? Também em texto retirado do Caderno Prático Cáritas Portuguesa, seguem os motivos:


FALAR EM IGUALDADE DE GÊNERO

É IMPORTANTE PORQUE...




terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Dica de passeio: Pousada e Parque do Robinson, em Ivoti, RS

        Estávamos há algum tempo desejando um final de semana diferente, o problema era conciliar todas as nossas vontades em um único plano. Queríamos ficar dois dias em uma pousada perto da cidade onde moramos, de preferência com piscinas, com instalações bacanas, bom café da manhã e a preço acessível.

Quando se pensa em Gramado, as opções são quase infinitas, porém o preço é lá no alto também. Então depois de muito pesquisarmos, encontramos a Pousada e Parque do Robinson, que fica na cidade de Ivoti. Do lado de casa praticamente, menos de 30Km de distância! O lugar é muito bonito e relaxante, super bem cuidado. O preço é ótimo, diária de R$160,00. Pena que não pudemos ficar mais tempo! Vale muito a pena conhecer.

Foi uma delícia desfrutar da piscina térmica! Pensa num silêncio, uma calmaria, uma paz.... Aquela água quentinha fazendo carícias na pele... Tudo de bom!

A única coisa ruim nessa história toda, é que nos encantamos tanto com o lugar e o momento que esquecemos de tirar fotos!!!

Mas pra quem quer saber mais informações, seguem abaixo dicas do site.

Localização:


 
 






Vale a pena!

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Livro da semana: Os Bons Suicidas

        


           Apesar do título bastante macabro e contraditório, (será que existe alguém apto a ser um bom suicida?), o livro Os Bons Suicidas do escritor Tony Hill, é uma narrativa policial e investigatória de tirar o fôlego.

        O inspetor de policia Héctor Salgado, da cidade de Barcelona, na Espanha, começa a cuidar de um caso aparentemente sem muito mistério, trata-se da morte  de uma mulher por suicídio. Tudo acontece de forma bastante incomum para o sexo feminino, atirar-se em frente a um trem. Porém, à medida que as investigações avançam, começam a aparecer fatos que ligam essa morte a um outro caso anterior, um homem que assassinou a esposa, a filha e depois se mata.

O que esses dois casos aparentemente tão distintos tem em comum? Essas duas pessoas trabalhavam na mesma empresa e haviam participado de um retiro para treinamento em grupo. Tudo indica que alguma coisa muito séria aconteceu durante o período em que esse grupo de pessoas esteve junto e isso os uniu fortemente através de um pacto de silêncio.

Entretanto, mais pessoas morrem e a unidade do grupo fica abalada. O segredo será mantido até o fim?

Paralelamente a esta trama, é investigado o sumiço de Ruth, acontecido seis meses antes. Ela era ex-mulher do inspetor Salgado. O que teria acontecido com ela, estaria morta ou viva a esta altura do campeonato?

No final do livro muitas perguntas são respondidas, porém, nem todas...

O final reserva surpresas e um desfecho emocionante e um pouco... frustrante! Morri de curiosidade sobre alguns fatos e terminei o livro ainda mais curiosa.


Vale a pena!

Coisas que me irritam

       

        Certo dia me perguntaram em uma dessas entrevistas de emprego “o que tira a Karine do sério?”, um turbilhão se fez em meus pensamentos, tanta coisa e quase nada, poderia ter sido a resposta, mas talvez a chatice humana teria sido a melhor.

        O que exatamente eu classifico como chatice humana? Então lá vamos nós...

        Discussões sobre política de forma infundada. Agressões verbais por conta da intolerância da forma de pensar, agir e ser. Impaciência. Falta de interesse. Má educação. Falta de respeito. Ausência. Superficialidade. Arrogância. Julgamentos sobre a moralidade. Hipocrisia. Brutalidade. Violência. Injustiças. Preconceitos.

        Tanta coisa... que quando me deparo com situações assim, prefiro me calar. Estou aprendendo a arte do silêncio. O que responde a segunda pergunta que a recrutadora me fez “e como a Karine lida com isso?”.

Respirar fundo, analisar a situação e calar. Certas coisas não precisam ser ditas, em alguns momentos proferir palavras é alimentar a agressividade alheia.

Aprender, praticar, aperfeiçoar e aprender...

        Talvez um dia aprenda também o perdão absoluto através da compaixão plena, para com todos, sem exceção.

        Por enquanto, me contento com o que aprendi até aqui, pensar e viver aquilo que eu acredito. Buscar o equilíbrio físico e mental. Os conselhos e disseminações de uma verdade absoluta, deixo para os profetas ou para os fanáticos. Para mim, viver em paz com o mundo e comigo mesma, é suficiente.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Livro da semana: O Amor de uma boa mulher

     

         O livro O amor de uma boa mulher é um apanhado de contos que retratam o cotidiano das mulheres de diferentes épocas, marca pela narrativa profunda, surpreendente e direta da escritora Alice Munro. O universo feminino é descrito com todos os seus conflitos porém sem julgamentos entre o certo ou errado, assim como na vida real, as personagens amam e odeiam, acertam e erram, mas acima de tudo, demonstram-se extremamente humanas.
       
        Uma dessas mulheres é capaz de dedicar a vida em prol do bem de doentes moribundos. Outra devido ao próprio delírio da depressão pós-parto, foge do estereótipo de mãe zelosa e é incapaz de lidar com a própria filha recém nascida, indo ás últimas conseqüências dopando a criança e a si mesma com calmantes, tudo em busca da paz perdida. Também há o retrato da mulher que se sente fracassada quando percebe que sua vida foi diferente daquilo que é esperado do sexo feminino, retorna a casa do pai imaginando encontrar apenas frieza e surpreende-se com a profundidade dos mistérios que uma relação superficial em família pode esconder.
       
        O amor de uma boa mulher é um livro para ser lido com a alma aberta, e é preciso que o leitor esteja preparado para ver ali o cotidiano descrito em uma forma bastante realista, para compreender que na vida assim como na ficção, as pessoas são capazes de ser muito mais complexas do que aquilo que aparentam.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Amadurecendo

      

        Desconfio que atingir a maturidade é finalmente dar sossego ao corpo e a mente. Amadurecer é domar a fera da juventude que aceita toda e qualquer coisa em nome da aventura, mas sem se preocupar com as conseqüências dessas escolhas. Ser um adulto maduro também pode ser dito como se tornar alguém mais seletivo em suas escolhas.

            Amadurecimento e navegar em águas tranquilas e tomar um gosto imenso pela paz. Também é sair do meio do olho do furacão, tomar uma certa distância e observar de longe o problema, analisar as possibilidades e tomar a atitude mais acertada e condizente com as próprias vontades. Alinhar-se a si mesmo. Descobrir sua identidade e acreditar nela. Todo os dias se conhecer a cada dia mais e se surpreender com as próprias mudanças.
             
            O olhar da experiência acumulada faz com que a gente olhe para trás e se sinta solidário com o jovem que um dia fomos. Ah, se pudéssemos ter um encontro com nossa versão mais jovem, quantos conselhos poderíamos dar. Mas seria inútil, nosso eu mais novo não saberia ouvir e tampouco entender, pois as coisas que vivemos no passado é que nos fizeram ser o que somos e saber o que sabemos.

            A cada ano que passa fica-se melhor. A vida fica mais leve. As culpas se tornam menores. Nos tornamos mais generosos, com os outros e conosco mesmo.

            Compreendemos enfim que entramos nessa vida sem nada saber e descobrimos ao longo do caminho ser possível sair dessa jornada como alguém melhor, aprender e ser capaz de contribuir com o resto da sociedade. Seja através dos nossos atos, gestos ou palavras. Os rastros da vida que fomos capazes de construir, serão o legado que deixaremos para aqueles que um dia cruzaram nosso caminho ou em algum momento se juntaram a nós na caminhada.