terça-feira, 14 de outubro de 2014

Primeiro passo

          
 Antes de correr é preciso caminhar e antes disso é necessário ser capaz de dar o primeiro passo. A vida é repleta de acontecimentos, tudo está em constante movimento e evolução, mesmo quando queremos ficar por alguns instantes parados, isso é impossível, as circunstâncias mudam e somos empurrados para fora do comodismo.

            A vida é feita de modificações e não é possível obter controle integral dos fatores que a compõem. Haverá aquele que economizará dinheiro durante anos para desfrutar das férias dos sonhos e quando se aproximar da data do grande dia terá que cancelar todos os preparativos pois precisará do dinheiro para uma emergência. Também há aquele que ganhou na mega sena e virou milionário da noite para o dia. Mudanças. Virão as fases ruins, mas passarão. Virão as fases boas, mas também passarão. Tudo é transitório e a estabilidade não existe.

            Portanto, se não está contente com a sua vida nesse momento, opte pela mudança que você deseja. Pois se você não tomar a iniciativa, a própria vida se encarregará disso. O primeiro passo para mudar é compreender o que não te deixa satisfeito e pensar no que restabelecerá seu equilíbrio. Descubra o caminho que quer trilhar e o percorra, se ele ainda não existe, o construa. Você é capaz disso e de coisas que ainda nem imagina!


Aliança para o Empoderamento da Mulher

      Não é de hoje que sou super sensível e interessada em todas as causas que envolvem as mulheres e a luta para que sejam assegurados os seus direitos. Então quando vi a divulgaçãopela Dow Chemical Company sobre a Aliança para o Empoderamento da Mulher um evento realizado em 10 de outubro sobre a importância da equidade de gêneros para os negócios, pela ONU, fui imediatamente me informar sobre o assunto.

"Em um mundo cada vez mais globalizado e interconectado, a utilização de todos os ativos sociais e econômicos é crucial para o sucesso. Apesar disso, a despeito do progresso, as mulheres continuam a enfrentar discriminação, marginalização e exclusão, ainda que a igualdade entre homens e mulheres seja um preceito internacional universal – um direito humano fundamental e inviolável. Quase todos os países têm afirmado este valor através de seu reconhecimento dos padrões contidos nos tratados internacionais de direitos humanos, que articulam, para os estados, uma ampla gama de direitos civis, políticos, econômicos,
sociais e culturais. Distintos documentos enfatizam um espectro de responsabilidades do estado e proteções de direitos humanos para mulheres, povos indígenas, crianças, trabalhadores e pessoas com deficiência. Adicionalmente, documentos internacionalmente aceitos, tais como a Plataforma de Ação de Beijing, adotada por todos os 189 países da 4ª. Conferência Mundial da Mulher, em 1995, e a Declaração do Milênio, adotada por 189 países em 2000, contribuem para o abrangente arcabouço dos direitos humanos.
  
Estes padrões internacionais iluminam nossa aspiração comum por uma vida onde as portas da oportunidade estejam abertas a todos. Onde as pessoas possam viver livres de violência, gozar de reparação legal e esperar dos estados que eles cumpram suas obrigações de respeitar e proteger os direitos humanos das mulheres, homens e crianças e prover serviços governamentais apropriados, tais como educação e saúde."

Trecho do sumário, o link está abaixo.

http://www.unifem.org.br/005/00502001.asp?ttCD_CHAVE=29254

Princípios de Empoderamento das Mulheres - ONU Mulheres e Pacto Global das Nações Unidas
Empoderar mulheres e promover a equidade de gênero em todas as atividades sociais e da economia são garantias para o efetivo fortalecimento das economias, o impulsionamento dos negócios, a melhoria da qualidade de vida de mulheres, homens e crianças, e para o desenvolvimento sustentável.
Ciente do papel das empresas para o crescimento das economias e para o desenvolvimento humano, a ONU Mulheres e o Pacto Global criaram os Princípios de Empoderamento das Mulheres. Os Princípios são um conjunto de considerações que ajudam a comunidade empresarial a incorporar em seus negócios valores e práticas que visem à equidade de gênero e ao empoderamento de mulheres.
Conheça os sete Princípios de Empoderamento das Mulheres:
1. Estabelecer liderança corporativa sensível à igualdade de gênero, no mais alto nível.

2. Tratar todas as mulheres e homens de forma justa no trabalho, respeitando e apoiando os direitos humanos e a não-discriminação.

3. Garantir a saúde, segurança e bem-estar de todas as mulheres e homens que trabalham na empresa.

4. Promover educação, capacitação e desenvolvimento profissional para as mulheres.

5. Apoiar empreendedorismo de mulheres e promover políticas de empoderamento das mulheres através das cadeias de suprimentos e marketing.

6. Promover a igualdade de gênero através de iniciativas voltadas à comunidade e ao ativismo social.

7. Medir, documentar e publicar os progressos da empresa na promoção da igualdade de gênero.
Documentos importantes
Confira também:

Links
Princípios de Empoderamento das Mulheres - Site Global (inglês)

ONU Mulheres – Princípios de Empoderamento das Mulheres (inglês)
(http://www.unifem.org/partnerships/womens_empowerment_principles/)
Pacto Global – Princípios de Empoderamento das Mulheres (inglês)
Newsletter Princípios de Empoderamento das Mulheres
Contato:

Joana Chagas
Tel.: 55 61 3038-9283
E-mail: joana.chagas@unwomen.org


quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Você percebe que está ficando velha quando...

1. Faz dieta para reduzir o colesterol e não para ficar linda no biquíni;
2. Olha para suas fotos do passado e percebe que na época em que você se achava gorda na verdade estava magra e agora quando você se sente magra,na verdade só está menos gorda, mas no fim das contas não está nem aí pra isso;
3. Sente uma vontade imensa de sair pra balada e beber todas mas quando pensa a trabalheira que isso vai dar, ter que fazer uma super produção de maquiagem, usar uma roupa desconfortável, ficar de pé por horas com salto alto, pessoas te empurrando e pisando no seu pé, além de derrubarem bebida na sua roupa nova, desiste na hora.
4. Ficar em casa em um sábado a noite assistindo a uma maratona de vídeos no Youtube é uma idéia mais atraente do que ir para uma festa;
5. Sente medo de andar na rua sozinha a noite;
6. Entende tudo de termos corporativos;
7. No Facebook seus amigos passaram da fase das fotos de festas e formatura e  agora começam a postar fotos do casamento e dos filhos;
8. As pessoas deixaram de te dizer “não esquece da camisinha!” para dizer “quando vem as crianças?”;
9. Se você não tem carteira de motorista,carro ou casa própria as pessoas já começam a te olhar com certa desconfiança;
10.  O melhor programa para o final de semana é aquele que possa ser feito durante o dia e te garante que você poderá dormir cedo;
11.  Seus assuntos são na maioria sobre o preço dos produtos do supermercado, contas a pagar e saúde;
12.  Agradece a Deus por morar em um lugar calmo e sem barulho;
13.  Começa a se despedir com mais freqüência de amigos que falecem;
14.  As frutas passam a ser companheiras inseparáveis na sua bolsa;
    15. Se dá conta que praticamente 1/3 da vida já passou e você sente pena          por ela passar tão rápido.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Escolhas - Parte 2

            Deitado em um banco do calçadão a beira mar, cabeça apoiada sobre as mãos, o olhar admirando as estrelas e o ouvido apreciando o barulho do mar. Ele deixava a respiração fluir livremente e estava alheio ao mundo ao seu redor. Não teve medo de ser assaltado. Só precisava ficar consigo mesmo por mais alguns instantes, há muito tempo ele não sabia o que era estar em sua própria companhia. Após o nascimento de Henrique ele não teve nem mais um minuto para si mesmo, pensava e vivia para o filho. Isso acontecia com todo mundo? Não sabia dizer.
            O mar agitava-se ao fundo, o barulho das ondas quebrando era reconfortante. Parecia que ainda ontem ele não passava de um menino, até mesmo as grandes responsabilidades do escritório de advocacia pareciam brincadeira perto do fato de agora ser pai. Tinha muito medo de fazer tudo errado e o filho lhe odiar para sempre, mas nessa ânsia de acertar sempre e ser perfeito, na prática não conseguia fazer nada, ficava paralisado. Não entendia como a mulher parecia saber a coisa certa a fazer todo o tempo. Ficava ainda mais diminuído, não se sentia importante e nem necessário. O vento batendo no rosto, queria ser uma folha e sair flutuando pelo ar na direção em que o vento lhe levasse.
            Eles estavam cansados e essa exaustão os deixava menos tolerantes, brigavam por motivos bobos.               Ele se culpava por perder a paciência tão fácil, tentava manter o controle sobre si mesmo, mas quando percebia, sua voz já estava alterada e para partir para os gritos era um pulo. Essa noite quando a viu sair chorando do quarto, pegar o filho no colo e sair rumo ao hospital, ele não teve forças nem para pedir que ela o esperasse. Ficou imobilizado mais uma vez. Ela e o filho formavam uma dupla auto suficiente, ele não era parte do grupo. Pelo menos era assim que pensava.
            Por outro lado, que tipo de pai era ele? Sentiu um alívio imenso quando os dois saíram e a porta do apartamento foi fechada, o silêncio invadiu o ambiente. Mas não agüentou a solidão por muito tempo, parecia que seria devorado por ela. Foi para a rua onde estava até agora.

            Henrique estaria bem? Por que ele não estava ao seu lado? Por que não conseguia ser o pai que tanto desejava ser? De olhos abertos as lágrimas escorreram pelo seu rosto. As estrelas ficaram embaçadas e ele se viu muito pequeno, diante do universo e de si mesmo.

Cardiologista

             Semana passada levei um tremendo susto após fazer alguns exercícios de musculação, minha pressão arterial disparou e passei muito mal. Precisei interromper o treino e ir para casa. Ainda bem que tudo voltou ao normal algumas horas depois e não precisei ir ao médico. Por via das dúvidas, marquei consulta com uma médica cardiologista. A médica primeiro me deu uma bronca, avaliação médica tem que ser feita antes de iniciar as atividades físicas e não depois! Ela pediu para eu fazer alguns exames, sendo eles um hemograma completo, EQU, colesterol total, triglicerideos, TSH, T3 e T4, o teste ergométrico e ecocardiograma com Doppler.
            O resultado do exame de sangue saiu hoje, colesterol e triglicerídeos altos. No teste ergométrico que fiz sábado não foi identificado nenhuma doença grave, só falta de preparo físico mesmo. Dia 21 faço o ecocardiograma com Doppler e depois vou remarcar a consulta com a cardiologista para ela fazer a avaliação do meu físico.
            Mas desde já comecei uma dieta. Cortei geral frituras e refrigerantes e aumentei a quantidade de frutas, salada e legumes.

            Conto mais pra vocês quando tiver a avaliação médica!

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Escolhas

            Ela andava de um lado para o outro, seria necessário escolher. Agora na casa dos seus 30 e poucos anos sentia-se pressionada. De um lado estava o filho doente e hospitalizado e do outro lado ficava o trabalho em que investiu anos de sua vida para construir a carreira. Não existiria um meio termo, teria mesmo que escolher em qual dos dois se dedicaria integralmente?
            Mulher casada, resolvida emocionalmente, e bem sucedida na vida profissional decide ter um filho. Sua expectativa é de que essa criança venha a complementar a vida do casal, o fruto do amor. Teve uma gravidez tranqüila, seu corpo reagiu bem durante todas as etapas da gestação. O marido mostrou-se mais uma vez um grande companheiro. Amigos e família felizes. No trabalho começam os burburinhos a respeito de sua carreira, voltaria a trabalhar após a licença maternidade? Caso ela resolvesse voltar, depois de tanto tempo fora, será que seu cargo ainda estaria disponível? A vida familiar era um paraíso e o ambiente de trabalho uma selva.
            Antes de engravidar ela pesquisou a respeito da vida das mulheres após se tornarem mães, os rumos que adotavam para equilibrar sua vida com a chegada do bêbe. Escolher entre trabalhar e cuidar do filho nunca foi uma opção. Colocaria a criança em uma creche e continuaria trabalhando normalmente, assim como milhares de outras mães fazem.
            Porém as coisas mudam e fazer planos antes de ter o filho nos braços é mais simples do que quando ele requer sua atenção permanente. Henrique nasceu e algo dentro dela mudou profundamente, seu instinto materno aflorou. Agora não pensava mais nela e em suas vontades, o menino tornou-se sua prioridade. Depois de um tempo voltou ao trabalho. A rotina era acordar, dar de mamar, arrumar as bolsas de Henrique, colocar o café da manhã na mesa, comer correndo, mal conversar com o marido e sair de casa. Deixava o filho na creche e migrava para o trabalho. Saía do trabalho e passava na creche buscar Henrique e rumava ao supermercado. Carregava um monte de sacolas no carro e ia para casa. Em casa enquanto o marido preparava o jantar ela dava banho no filho, depois ia dar uma ajeitada na casa e lavar uma pilha imensa de roupas. O jantar ficava pronto e enquanto comia dividia sua atenção entre o filho, o marido e a máquina de lavar. Assim como dormir ininterruptamente oito horas por noite, sentar-se à mesa e apenas comer também tinha deixado de ser uma opção.
            O problema começou mesmo quando Henrique começou a ficar doente a todo instante. A cada dia que o buscava na escolinha a professora lhe informava um sintoma que ele apresentou durante o dia. Ela já sabia o que isso significava, alteração na rotina e em todos os planos que pudesse ter feito para aquela noite, semana ou mesmo mês. Em dias assim ela sabia que se o quadro piorasse teria que procurar por ajuda médica, passaria a noite toda na emergência de um hospital. No dia seguinte deixaria um Henrique muito mal humorado e doente na escolinha e seguiria sem dormir para o trabalho, não renderia metade do que poderia, pois passaria parte do tempo com sono e a outra parte pensando na saúde do filho. O marido? Não sabia, fazia dias que não o via e nem falava com ele direito.
            Tudo não passa de uma fase, era o que todos diziam, daqui a pouco ele vai estar maior e tudo volta ao normal. Mas esse dia nunca chegava, ela se sentia como um zumbi, indo de um lado para o outro e fazendo coisas que precisava fazer. Estava cansada, muito cansada. Ficava irritada por qualquer motivo e o relacionamento com o marido começou a rolar ladeira a baixo, brigavam muito e cada dia mais. Primeiro sua ausência, depois as contas e por fim por qualquer coisa. Tinha dias que preferiam nem se falar para evitar um desgaste que sabiam ser inevitável. Ele também estava cansado, muito cansado.
            Antes de levar Henrique para o hospital naquela noite, ela teve uma crise nervosa. O filho não parava de chorar, ela já estava a quase duas noites sem dormir e não sabia mais o que fazer. Foi para o quarto e sufocou um grito no travesseiro. O marido entra no quarto e a abraçou, ele também não sabe mais o que fazer. Estão ambos perdidos. Os dois têm pela primeira vez uma conversa séria a respeito das opções que possuem para voltar a ter qualidade de vida. Ele lhe diz que fez algumas contas e quem sabe se ela ficasse em casa, se dedicando a família? Economizariam até. Seria um carro a menos para abastecer todos os dias, não teriam gasto com escolinha, cortariam a empregada doméstica e tantas outras coisas. Todos teriam mais tempo para si e para o conjunto. Abrir mão da carreira, do seu dinheiro, para se tornar uma dona de casa? Ele só podia estar brincando! Brigaram mais uma vez. Henrique passou mal e ela o levou correndo para o hospital, onde estava até agora, do marido não tinha noticias.
            Entretanto, agora que a poeira baixou, e estava ali segurando o filho no colo, pensava nas palavras do marido com mais clareza, começou a se questionar se ele realmente não tinha razão. Ficou admirada ao se dar conta de que ela tinha uma opção para tornar o ambiente familiar mais harmônico e sadio e então ficou grata por isso. Se o filho tivesse uma saúde melhor, se ela não ficasse tão estressada no trabalho, se tivesse mais tempo para si e tudo isso não estivesse afetando a felicidade do seu casamento, quem sabe jamais precisasse pensar em fazer uma escolha. Mas a vida real não era da forma como ela tinha planejado. Sentia-se desmoronando. Precisava reduzir o ritmo ou enlouqueceria. Pensou então nas pobres mães que precisam criar seus filhos sozinhas e não podem simplesmente abandonar seus empregos. Precisam seguir firmes em seu propósito de criar os filhos custo o que custar, mesmo que isso signifique renunciar sua própria saúde.
Riu ao perceber que o mundo tinha evoluído tanto e as mulheres conquistado muitos direitos, trabalhar fora e ganhar seu próprio dinheiro faziam parte disso. Mas no momento de fazer renuncias em nome da família, na maioria das vezes elas é que precisavam escolher entre uma coisa ou outra. O marido nem sequer cogitou a hipótese de ele mesmo abandonar sua carreira e ser o cuidador do lar. Essa seria uma escolha dela e todas as conseqüências também seriam de responsabilidade dela? O que fazer então? Ser um pouco mais forte e esperar essa fase ruim passar? Separar-se? Procurar um tratamento psiquiátrico? Abandonar o emprego?

Sem saber o que fazer ela simplesmente aproveita que o filho finalmente dormiu para que ela também possa tirar um cochilo na cadeira dura onde está sentada. 

Debate político

             Um dia após o debate da rede Globo, entre os candidatos à presidência da república, pipocam opiniões a respeito do comportamento dos candidatos, suas opiniões e idéias. Concordando e discordando de alguns pontos de vista, no âmbito geral da questão, considero muito rica essa discussão. Pois é ouvindo opiniões diferentes da nossa, refletindo sobre essas novas idéias e debatendo o assunto, que existirá um crescimento do sentimento político e social nas pessoas.
            Polêmicas à parte, é interessante perceber o sentimento de unidade que surge no povo brasileiro. Pessoas pensando sobre a importância de seu voto, pois ele não é um reflexo apenas da sua opinião, mas também de convicções muito mais sérias  e que somadas a outros que partilham dessas mesmas idéias firmes, ajudarão a definir o destino de toda uma nação.
            É no palanque dos candidatos que também se percebe por amostragem a variedade de ideais políticos dos partidos. Há aqueles que defendem mais ferrenhamente a manutenção da economia, outros o crescimento social e aqueles que usam e abusam dos minutos de fama para desferir opiniões fortes sobre como o poder público deveria interferir na vida privada dos cidadãos.
            Porém são todos motivos que me fazem amar viver em um país democrático e agradeço profundamente às pessoas que lutaram para que conquistássemos a democracia. Pessoas que viveram em uma época em que falar de política e suas idéias era proibido. Gente que lutou e cedeu sua vida em prol de algo que consideravam maior.  Se a política que temos hoje faz jus aquilo que eles sonharam, já não sei dizer. Mas agora compete a nós, os contemporâneos, a batalhar pelas nossas próprias idéias e mudar o curso da história. Punindo cada vez com mais severidade a corrupção, o desrespeito aos direitos do outro e os abusos do dinheiro público. Precisamos cobrar nossos direitos e dia cinco de outubro é o dia de votar em quem nos representará nessa mudança.
            Quem esperava definir o seu voto após assistir a esse debate deve ter ficado decepcionado e ainda mais indeciso. Pouco tempo foi usado para debater propostas e muito para agressão verbal. Ainda bem que o Bonner lembrou a todos de que eles não estavam em uma rinha de galos, o que, inclusive, é proibido no Brasil. Alias, de proibições e apologias muito se falou, sejam sobre drogas, aborto e homossexualidade. Pergunto, porque? Seria uma fuga daquilo que realmente interessa? Cada ser humano tem plenos direitos de fazer aquilo que bem entender com o seu corpo e de viver plenamente sua identidade sexual. Isso é algo particular. Privado. Hoje é proibido o uso de drogas e cada vez mais pessoas se drogam. O aborto é proibido, semana passada morreu uma mulher em uma clínica clandestina após realizar o procedimento sem devida assistência médica. A homossexualidade é uma identidade da pessoa, não é uma opção, ela é homossexual, da mesma forma que eu sou heterossexual, ou outra pessoa que tenha outra identidade. É preciso que se compreenda e respeite a pluralidade de gêneros e não simplesmente torna-lo um debate a favor ou contra, como se fosse algo que pudesse ser mudado a partir da constituição. O que realmente interessa em minha opinião é: onde estamos e para onde vamos se a política continuar como está? Então pessoal, façam boas escolhas no dia cinco de outubro!